Compras Sustentáveis e Gestão de Fornecedores: como potencializar a geração de valor na cadeia do seu negócio

Por João da Silva

22
abril, 2024

O acirramento das cobranças por corresponsabilidade das empresas têm contribuído para o aumento da procura por apoio na construção de políticas de compras sustentáveis. Mas o que nem todas as empresas sabem é que uma estratégia de gestão de fornecedores traz ganhos que vão além de corresponsabilidade: quando empresa e fornecedores trabalham em conjunto, ela é consequência de uma estratégia que desenvolve a cadeia de valor e a torna um diferencial competitivo relevante.   

Há mais de 16 anos apoiamos negócios de todos os tamanhos e complexidades que querem se diferenciar e ter acesso a mais oportunidades de crescimento. A experiência acumulada nesse percurso nos possibilita compartilhar alguns pontos que devem ser considerados. Confira.

1) Cadeias sustentáveis como ponto de partida

Muitas empresas desejam gerar impactos positivos, mas têm dificuldades em identificar por onde começar a investir em transformações que levem a esses resultados. 

Enxergar a cadeia de valor como um ponto de partida rico em possibilidades, além de considerar a corresponsabilidade como premissa para qualquer negócio, também possibilita a atuação da empresa na valorização dos diversos capitais naturais e humanos que viabilizam sua existência. 

Dessa forma, grandes empresas podem desenvolver fornecedores levando em consideração a sustentabilidade e usando seus negócios como forças propulsoras de impacto positivo. 

Transformações na cadeia de valor também requerem estratégia, como qualquer área de uma empresa. 

Assim, quando uma organização decide que sua cadeia de valor será um diferencial estratégico sustentável para o negócio, é fundamental contar com o apoio de profissionais competentes para identificar as melhores oportunidades.

Elas podem vir, por exemplo, de soluções em rastreabilidade, para mapeamento de todos os elos e aumento da transparência, dentre outras questões prioritárias para cada empresa em seu segmento de atuação. 

2) Estratégia, ação e engajamento

Não existe fórmula mágica ou solução de prateleira que se adapte idealmente à sua empresa. Por isso, uma estratégia de gestão de fornecedores passa pelo equilíbrio entre o que é prioridade para o negócio e a capacidade de cada organização em agir para adotar práticas ESG que ampliem a conformidade da cadeia de valor às melhores práticas. 

Orientamos nossos clientes na construção de suas jornadas de maneira completa, moldando suas visões e potências no ESG com desdobramentos para marca positiva e engajamento de consumidores, produção de informações e disseminação de conhecimento, uma vez que todos são atores importantes para a transformação da realidade de negócios.

Esse percurso claramente indica a necessidade de mapear/avaliar empresas como consumidoras e fornecedoras, resultando em oportunidades de ações contundentes, com benefícios diretos para os pilares ambiental, econômico, social e o fortalecimento da governança.

3) Ação de impacto positivo 

Uma vez que a empresa conhece suas externalidades, torna-se possível agir com prioridade e potencialização de esforços e investimentos.

É importante frisar que externalidade não é sinônimo de impacto. Inclusive, a tendência é que cada vez mais compreendamos que não existem, de fato, “externalidades”, e que todos os impactos das operações e as atividades das cadeias de fornecedores estão, de fato, integrados ao negócio. 

A equação entre impactos positivos e negativos é cada vez mais demandada por índices de sustentabilidade e investidores. Uma vez feita, representa maior capacidade de direcionar esforços. 

Toda empresa pode ser promotora de desenvolvimento e possui oportunidades de ação em temas que, hoje, são fonte de grandes pressões, que têm resultado em marcos regulatórios de impacto para diferentes indústrias. Um exemplo é o compromisso assumido por empresas globais por cadeias livres de desmatamento, que, se não observado por fornecedores dessas empresas, significa a impossibilidade de fazer negócios com grandes compradores. Para saber mais sobre o assunto, veja aqui um artigo específico sobre este tema. 

4) Gestão de riscos críticos 

É crescente a conscientização de que temas como Direitos Humanos e biodiversidade devem estar na agenda ESG das empresas. 

Temos visto a adesão voluntária aos referenciais internacionais se tornar obrigatória, com o aumento de regulamentações que exigem comprovação sobre as práticas adotadas, com potenciais evoluções no contexto brasileiro, uma vez que nossas empresas estão integradas em cadeias de valor de todos os tipos, tamanhos e complexidades.

Exemplos disso são as regras da CVM publicadas em 2022 e tornadas obrigatórias este ano, que, dentre outras questões, cobram das empresas que relacionem a consideração ou não dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em seus relatórios, e comuniquem se realizam inventário de gases de efeito estufa (GEE).  

O avanço de frameworks internacionais que relacionam as agendas de clima e biodiversidade aos negócios e à responsabilidade das empresas aponta para a necessidade de investir em tecnologias e soluções em rastreabilidade. Como exposto neste texto, este pode ser o ponto de partida para oportunidades de aumento da segurança, confiança e responsabilidade na cadeia de valor. 

Para saber mais sobre questões de Direitos Humanos na pauta ESG, assista o webinar que promovemos sobre Lei de Vigilância e novas regulações. E aqui, oportunidades provenientes dos desdobramentos da COP 15 para as agendas ESG.

O que falta para que a estratégia da sua empresa considere essas oportunidades? 

Vamos marcar uma conversa para darmos continuidade ao tema considerando a realidade da sua empresa.

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