Novos Parâmetros para a Rastreabilidade

Por João da Silva

22
abril, 2024

Rastreabilidade tem sido um tema ao qual temos nos dedicado bastante nos últimos anos, pois se trata de um diferencial importante para os negócios e, em algumas indústrias, compulsório dentro de muito pouco tempo. Levado a níveis estratégicos, representa oportunidades de transformação imprescindíveis se tomarmos como parâmetro o quanto é mandatório que negócios façam a transição para modelos de impacto positivo. 

Recentemente, o assunto foi destaque na revista Forbes, em artigo sobre o quanto a tecnologia pode elevar a rastreabilidade a outros níveis. A revista tem conteúdo de acesso limitado para assinantes. Por esse motivo, trazemos neste post um resumo dos exemplos abordados pelo autor, Steven Savage, especialista em tecnologias para a agricultura e para o setor alimentício, para que você possa se inspirar e investir em rastreabilidade para o seu negócio. 

São exemplos que retomam temas que já tratamos, como transparência e segurança para consumidores, garantia de uma cadeia de valor sem riscos em violações, como aos Direitos Humanos, e seus benefícios para reputação dos negócios e suas marcas.

No setor agrícola, o escopo e a intensidade da rastreabilidade estão aumentando. Steven mostra como a rastreabilidade aprimorada pela tecnologia tem resolvido desafios únicos de cada segmento em exemplos da produção de algodão, frutos do mar, produtos frescos e Climate Smart Commodities, que são produtos cultivados com inteligência climática. Todos os exemplos são contextualizados pela realidade dos Estados Unidos.

Algodão limpo

A indústria algodoeira tem liderado práticas de plantio direto, manejo integrado de pragas, fertilização de precisão e irrigação, com o Conselho Nacional do Algodão ativo em programas de sustentabilidade multistakeholder, como Field-To-Market. Assim, muitos produtores têm empregado métricas baseadas em resultados para rastrear sua eficiência no uso de recursos — terra, água, energia — e redução da pegada de gases de efeito estufa, que permitiram documentar aumento de eficiência de 82% em todo o setor desde 2017. 

No entanto, essa eficiência ainda não resolvia o desafio de fornecer um algodão de produção sustentável e ética para as marcas. Isto porque, quando a safra de algodão passa da colheita e do descaroçamento, ela entra em um sistema global extremamente complexo para as etapas de fiação, tecelagem e semeadura, antes de chegar ao mercado consumidor. Ao longo desse caminho, é notória a presença de riscos como trabalho forçado ou infantil. Em desafios como esses, utilizamos nossos parceiros da Wholechain para tecnologia, que permite fornecer uma plataforma integrada formada por todos os atores de fornecimento, ou seja, o processo produtivo detalhado. Essa solução permite incluir elementos-chave de monitoramento — no caso do algodão, citado por Steven Savage no artigo, esses elementos podem ser desde questões ambientais no campo, até as condições de trabalho nas etapas industriais.

Frutos do mar sem atividades ilegais

A indústria de frutos do mar tem desafios problemáticos, como a captura selvagem, processo de caça que ocorre em todo o mundo em águas territoriais e não territoriais. Sem rastreabilidade, é impossível determinar onde e quando a pesca ocorreu, pois a atividade envolve dezenas de milhões de pessoas. Segundo estimativas, até 30% da oferta global de frutos do mar envolve alguma forma de IUU, que significa atividades ilegais, não declaradas ou não regulamentadas.

Tendo em vista os desafios da cadeia global de pesca, em 2017, foi criado  o Diálogo Global sobre Rastreabilidade de Frutos do Mar, GDST, na sigla em inglês, que deu origem a regras para rastreabilidade do barco ao mercado, com o objetivo de estabelecer padrões de dados para que informações de rastreabilidade possam ser compartilhadas de maneira universal. 

Nossa plataforma parceira, a Wholechain, é a única no mundo que atende a esses requisitos e oficialmente aprovada pelo GDST. Dentre os exemplos de como foi utilizada para implementação do GDST, o caso da Wegmans Food Markets é interessante, pois além da segurança e a qualidade dos alimentos que passa a poder ser garantida, representa um processo de integração mais tranquilo com os varejistas e maior flexibilidade no compartilhamento de dados, eliminando a necessidade de gerenciar vários sistemas.

Alimentos frescos seguros para consumo

Em 2006, uma epidemia nacional de Escherichia Coli, matou pessoas e deixou pelo menos 157 doentes, sendo mais de 80 hospitalizadas. Pelo menos 23 estados norte-americanos foram afetados pelo surto, que foi rastreado até nove fazendas no centro da Califórnia. 

A partir de 2009, a indústria de produtos agrícolas dos EUA e GS1, lançou sua própria Iniciativa de Rastreabilidade de Produtos (PTI), voluntária. Ela consiste em rótulos com código de barras padronizados, que permitem acesso aos dados de rastreabilidade dos produtos, também padronizados. O sistema atualmente é usado em pelo menos 70% das caixas de produção ou produtos disponíveis nos EUA, incluindo a maioria daqueles que vêm do Canadá e do México.

Em 2011, o congresso aprovou a Lei de Modernização da Segurança Alimentar (FSMA), que encarregou o FDA de desenvolver um sistema de rastreabilidade abrangente para produtos com maior risco de intoxicação alimentar. Ela exigirá uma capacidade de rastreamento muito rápida para 10 itens frescos, considerados de risco mais alto, cujos dados deverão estar totalmente disponíveis dentro de 24 horas após os incidentes de saúde. 

A plataforma Wholechain, se antecipando às legislações e melhores práticas do mercado, é totalmente baseada nas metodologias de rastreabilidade propostas pela GS1 e está pronta para ser implementada em qualquer contexto alimentar nos EUA e no Brasil.

Produção inteligente para o clima

Sistemas de cultivo com impacto climático positivo por meio da economia de energia, redução das emissões de gases de efeito estufa e/ou sequestro de carbono no solo estão sendo desenvolvidos para que mais produtos possam ser cultivados com parâmetros de  inteligência climática. 

As equipes da Rever já vêm atuando nas cadeias da pecuária e soja no Brasil, visando a rastreabilidade de ponta a ponta com certificado de origem. Este item é relevante para a segurança de uma produção limpa, uma vez que o desmatamento relacionado à produção agrícola é responsável por 50% das emissões de GEE nacionais. Em nossa atuação em diversos pontos de cadeia de valor, buscamos atingir cadeias livres de desmatamento e conversão, visando à proteção dos principais biomas brasileiros. 

O desafio agora é ampliar possibilidades, com cuidado para não serem acessíveis somente para consumidores de alto poder aquisitivo, ou mesmo serem utilizadas como greenwashing por parte da indústria.

Como levar essa tecnologia para a sua empresa

Tecnologias para rastreabilidade representam ganhos para toda a gestão estratégica do negócio e diferenciais competitivos importantes, como, mas não somente:

  • Eficiência na gestão 

  • Assertividade para tomada de decisões estratégicas

  • Acesso a mercados mais regulados e exigentes

  • Valor agregado para consumidores

Para saber sobre quais as melhores alternativas para a sua empresa, vamos agendar uma conversa com nossos especialistas, que poderão apresentar como funciona a tecnologia Wholechain e suas aplicabilidades e, depois, uma solução que signifique o melhor custo - benefício para elevar o seu negócio a outros níveis.

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