Mudanças Climáticas: compromissos são essenciais, mas a urgência pede ação

Por João da Silva

16
março, 2022

Redução das emissões em 30%, compensação, net zero em 2030, 2050... Nos últimos meses, temos observado o crescimento de anúncios de compromissos climáticos por parte de empresas dos mais diversos setores. Agora o desafio é passar para a ação.

O último relatório do IPCC, publicado no fim de fevereiro, reforça que: a) as ações de combate e adaptação às mudanças climáticas são mais urgentes do que avaliado até então; b) a nossa janela de oportunidade para agir está cada vez menor – riscos associados às mudanças climáticas dependem fortemente do que for realizado no curto prazo.

Ou seja, os próximos anos ainda nos oferecem uma oportunidade de futuro sustentável para todos, mas a situação atual exige ações imediatas para redução de emissões, além de construção de maior resiliência e investimento em adaptação.

Não está claro como os atuais compromissos serão alcançados

Por mais que o engajamento do setor empresarial esteja aumentando em relação ao combate às mudanças climáticas, a maioria das empresas ainda não parece ter planos de ação claros para reduzir efetivamente suas emissões.

Essas reflexões ficaram evidentes na recente publicação do estudo Corporate Climate Responsibility Monitor feito pelo New Climate Institute e o Carbon Market Watch.  O estudo analisou os compromissos corporativos de descarbonização de 25 multinacionais que, juntas, representam cerca de 5% do total de emissões de CO2 no mundo e receita combinada de US$ 3,2 trilhões em 2020. A análise revela que as propostas de redução rumo ao carbono neutro apresentadas por tais empresas apresentam contradições: o que é apresentado como plano de descarbonização completa passa a significar, na prática, a redução a longo prazo de apenas 20% das emissões, em média.

A credibilidade necessária para ser um protagonista no combate as mudanças climáticas

Para tornar-se protagonista no combate as mudanças climáticas, as empresas devem desenhar estratégias climáticas íntegras e realistas que contenham não só compromissos ambiciosos, mas também um plano robusto que direcione a implementação e garanta o alcance de mudanças em toda a cadeia de valor já no curto prazo.

A Rever traz mais uma metodologia para a definição de estratégias climáticas fruto de sua parceria com a consultoria francesa Utopies. Este trabalho consiste em apoiar seus clientes a participarem ativamente do combate às mudanças climáticas através de:

  • Mensuração e diagnóstico: realização ou revisão de inventário de emissões de GEE; mapeamento de tendências do setor e oportunidades de redução e compensação com base no inventário.

  • Definição de uma estratégia: definição de metas de redução (ex. SBTi) e compensação de emissões de GEE; definição de compromissos.

  • Elaboração de plano de ação: coconstrução do passo a passo para alcance das metas; estabelecimento de governança para supervisão do tema; estruturação e acompanhamento da implementação dentro de squads – incluindo apoio na execução de algumas atividades de expertise da Rever, como de engajamento da cadeia de fornecedores para redução das emissões de GEE de escopo 3.

  • Sensibilização: Preparação e facilitação de workshops para sensibilização sobre as mudanças climáticas com enfoques específicos as necessidades de cada público interno – visão estratégia, operacional, mudança de cultura.

A empresa Veja, marca de sapatos referência em sustentabilidade, desenvolveu com a Utopies uma estratégia climática sob esta abordagem robusta e efetiva.

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